27 de novembro de 2016

Ushuaia - 30º dia - Araçatuba

30º dia - Araçatuba
27/11/2016
592 km (14.841 km)
No odômetro da moto: 15.095,2 km

Último trecho... vamos para casa hoje!

Tocada tranquila, devagar chegamos em casa no meio da tarde. Graças à Deus, seguros.


A V-Strom zera o trip depois dos 9.999, assim, põe o 1 na frente e está ai: 15.095,2 km
Por um pequeno trecho do mundo, de moto!

Rever a família, muita saudade, descansar... até porque, amanhã a vida volta ao normal, 8:00 h já estou no trabalho!

Aqui só resta agradecer...

- Ednei. Foi um verdadeiro irmão nessa trip, aguentou e sofreu junto todos os perrengues, e ainda suportou minhas chatices e coxisses de vez em quando.

- Família. Meninas, obrigado só por vocês existirem.

- O Cara! Esse é o cara que sempre tá junto, em todos os momentos!

- Ao povo argentino, especialmente, que, em cada perrengue (em todos) nos acolheu de forma excepcional e emocionante. Foram dezenas de conversas nos postos de gasolina, de gente que vinha simplesmente para saber qual nossos planos; de gente que queria compartilhar viagens pessoais; e de alguns poucos que acham os motociclistas loucos! Gente que parou o que estava fazendo para nos mostrar caminhos; novos amigos que gastaram telefonemas para que nossa viagem continuasse; desconhecidos que ofereceram um lugar para dormir e aqueles que se ofereceram para ajudar simplesmente porque era o agradável a fazer.

Foi muito bom!
Até a próxima!

26 de novembro de 2016

Ushuaia - 29º dia - Corbélia

29º dia - Corbélia
26/11/2016
638 km (14.249 km)

Acordamos! Corpo quebrado! Dor por todos os lados.
Sabadão, dia de argentinos passear de moto, posto lotado de gente logo cedinho. Povo sem educação, furando fila da lanchonete, onde deu trabalho para comer uma media luna com leite.

E o dia de hoje foi só andar de moto mesmo, sem muita novidade até Puerto Iguazu.

Para valiar, fila na imigração e dois paraguaios em uma moto 125 cc furando a fila. Eu fui lá tirar satisfação, pô, um sol do c$#@%%! e os caras furando fila, fiquei muito puto! E eu falando um belo portunhol e os caras?.... nada... nem reagiram, só olhavam para mim e não faziam nada. Aí me deu duas vontades ao mesmo tempo, uma de bater neles, e outra de sair dali, porque eles estavam muito tranquilos com minha ira, e gente do mal age assim. Fiquei pensando, agora esses caras ficam me esperando la do outro lado e me dão um tiro!

Deixa ir... e foram.

No Brasil, em Foz resolvi avaliar o problema da corrente, pois ali havia a possibilidade de acionar o guincho do seguro e mandar a moto para casa assim, ou procurar uma loja para comprar uma corrente boa (não tinha, sabadão à tarde, já estava impossível). Liguei para o Bidiela (meu mecânico) e para outro cara de Foz (por indicação ali no posto), os dois deram certeza de que a corrente aguentaria na boa, só recomendando lubrificar, andar na boa e esticar se precisar. Então... vombora.

A Negona bateu os 50.000 km, por coincidência quase perto do km 660 da Rodovia 277 (Paraná).




Tocamos até Corbélia e, apesar de andarmos devagar, fizemos bons 638 km. Dormimos no hotel Peroza, que é, na verdade uma grande parada de ônibus que tem também um bom e variado restaurante. O preço foi meio salgado, 160 reais no apartamento duplo, mas o conforto era muito bom.

Agora faltam 590 km para casa!



Dicas:

- Gasolina, última abastecida na Argentina: 19,78 AR (3,956 BRL)
- Gasolina, primeira abastecida no Brasil: 3,70 BRL

- Hotel Peroza: fica no trevo principal de Corbélia. Fone: (45) 3242-1610 - www.peroza.com.br



25 de novembro de 2016

Ushuaia - 28º dia - Ita-Ibaté

87º dia - Ita-Ibaté
25/11/2016
468 km (13.611 km)

Como era de se esperar, hotel ruim, café da manhã ruim, mas deu para alimentar e o importante é que deu para dormir bem e economizamos.

Lâmpada traseira trocada, moto arrumada, relação mega lubrificada, vamos rodar! O programa não muda, hoje vamos passar direto por Corrientes e dormir em algum lugar na Ruta 12.

Hoje, por uns momentos esqueci da relação emendada, cheguei a tocar até 130 km/h, mas a grande parte foi sempre tomando cuidado com tocada suave.



Paisagem rural, poucas fotos, rodamos bem, entramos na região do Chaco. 

Cerca de 90 km antes de Corrientes, passamos por uma cidadezinha onde a Gendarmeria fazia uma blitz, bem onde acabava a zona urbana; passamos bem devagar, como sempre, e quando fui retomar a acelerada, passando de segunda para terceira marcha ocorreu uma explosão, um barulho alto, seco e a moto parou de responder ao acelerador, encostei na hora e... a corrente estourou! Sorte, muita sorte mesmo, estar em baixa velocidade!



Sol quente, comecei a empurrar a moto para uma sombra da única árvore visível à beira da estrada, há cerca de 50 metros. Quando eu já estava há uns 20 metros de chegar na sombra uma carreta enorme estacionou bem embaixo! O cara ferrou minha sombra! Então paramos em frente a uma porteira de sítio, já desolados e bem chateados por este problema, que agora seria bem grande. O jeito era descarregar a moto, pegar as ferramentas e começar o serviço para avaliar os estragos.

A dona do sítio veio ver porque seus cachorros latiam tanto, e explicamos o problema, ela nos deixou entrar no quintal do sítio e ficarmos sob uma grande mangueira, nos ofereceu água e acordou seu filho mais novo para nos ajudar, apesar de eu insistir que não precisava. O rapaz veio olhou e, na verdade, não ajudaria em nada.

Uma das pontas da corrente ficou presa entre o pinhão e a chapa de aço de proteção, pressionando tudo contra o bloco do motor, a primeira coisa a fazer era soltar tudo aquilo primeiro.

Dona Elza, a dona do sítio e seu filho mais novo, chamaram outro filho por telefone, que era... por uma incrível sorte,... mecânico de motos! E ele já estava vindo para ajudar.

Até o filho mecânico, Rodrigo, chegar, foi meia hora tentando soltar a corrente presa, cutucando com chave de fenda e alicate. Quando o cara entrou na porteira a corrente saiu! Pronto, era só colocar encontrar um pedaço de corrente, emenda e continuar a viagem (essa parte foi piada.... onde é que eu ia achar tudo isso?). Na primeira olhada do mecânico ele já condenou a corrente, ela estava torcida, era lixo!

Pronto, o pânico bateu... agora teríamos que pagar um frete até Corrientes e hoje é sexta-feira, amanhã é sábado, fim de semana não é um bom período para correr atrás de peça difícil de achar.

Mas o Rodrigo ligou para uma loja e disse que tinha uma corrente que serviria, e foi buscá-la. Uma hora depois ele chegou com uma corrente na mão, chinesa, de moto 250 cc, sem retentores, mas da mesma medida, tudo por 500 pesos (cerca de 100 reais). Lógico que era uma corrente fraca demais, mas caiu do céu e vai me levar para casa. Instalamos a corrente nova em 10 minutos e pronto!

Cadena nueva!!

O Rodrigo cobrou 40 reais pelo serviço todo, mas eu paguei 60, pois achei mais justo.

Dona Elza acordou seu marido e nos convidou para tomar um tereré gelado na cozinha, a gente ficou ali batendo papo com a família e rindo muito por mais uma hora.

É muito bom acontecer essas coisas providenciais... as pessoas boas sempre apareceram quando precismos nessa viagem e hoje foi excepcional receber o afeto daquela família. Muito obrigado!

Agradeço por estar em baixa velocidade no momento da quebra e pelo apoio da família!

Todo mundo feliz! Bora rodar!

E essa viagem tem história para contar!

Seguimos viagem continuando a tocada suave, pois a corrente era nova, mas era mais fraca. Passamos reto por Corrientes e pilotamos até o sol querer se por, paramos no posto YPF ACA Ita-Ibaté e pedimos para acampar no gramado ao lado. Hoje outro dia sem banho!



Montamos acampamento e na busca por comida na loja de conveniência o atendente nos recomendou pegar as motos e seguir mais 3 km à frente onde há um restaurante. Assim fomos, e o lugar era uma cidadezinha chamada Ata-Ibaté, onde até poderia haver alguma pousada, mas estava tarde para desmontar acampamento e voltar ali.

Jantamos um lomito cada (um lanche no pão de hambúrguer) e fomos dormir.



De higiene, somente escovar os dentes por hoje.

Agora faltam cerca de 1.220 km até em casa, para matarmos em 2 dias, ou seja ainda estamos em uma boa média de 610 km/dia, para andar em velocidade baixa por causa da corrente. E amanhã com certeza já dormiremos no Brasil!



Dicas: 

- Gasolina: 19,95 AR (3,99 BRL)


24 de novembro de 2016

Ushuaia - 27º dia - Vera

27º dia - Vera
24/11/2016
846 km (13.143 km)

Hoje é dia de rodar até cansar, faltam 2.729 km e 4 dias para chegar em casa (a média está em 682/dia para rodar).

Sem muitas novidades ou fotos, saímos da província de Buenos Aires e entramos na de Santa Fé, a ruta 33 nos levou a Rosário, acabamos por passar por dentro da cidade, ao invés de pegarmos uma perimetral que faria economizar tempo.



A paisagem em Santa Fé muda radicalmente, acaba a paisagem de deserto e começa a das plantações e das árvores.

Depois de Rosário rodamos pela Ruta 11, agora sim uma estrada boa, pista dupla, mas com alguns buracos (poucos) e pedágio. Demos uma boa parada no lanche do almoço, com tempo até para uma cochilada na grama por 30 minutos, para evitar o sono durante a pilotagem.

Fomos parados pela gendarmeria e o soldado descobriu que minha lâmpada traseira estava queimada, a primeira coisa que a gente pensa nessa hora é: ferrou, vai começar a confusão! Mas o cara foi gente boa, só me avisou e orientou consertar.

Depois de 836 km bem rodados, chegamos em Vera, com poucos hotéis e preços altos. Na Ruta 11 há o Hotel Monte Regina, mas pelo padrão muito bom da construção, nem paramos para perguntar o preço (depois vimos no site, que estava 1150 pesos o apartamento duplo).

Dentro da cidade há o Hotel La Giralda Caz, boa aparência mas com tarifa de 900 pesos, não dá!

Acabamos ficando em um mais simples ainda pagando caros 600 pesos, incompatível com o padrão do apartamento, era bem ruim mesmo. Mas, era o que tinha. E, hoje, escrevendo este post, não lembro mais o nome e endereço.

O jantar foi uma pizza em um boteco ao lado do hotel, coisa simples para economizar, pois os pesos argentinos estão chegando ao fim.

Amanhã vamos usar a mesma estratégia, rodar bastante, e ver se dormimos depois de Corrientes. Faltam 1.883 km, e abaixamos a média para 628 km/dia!

Estou tocando a XT com mais suavidade, lubrificando muito a corrente e verificando as emendas a cada parada, todo cuidado é pouco para chegar em casa sem problemas.



Dicas:

- Gasolina: passou para 19,15 AR (3,83 BRL)

- Hotéis em Vera (não ficamos nesses devido ao alto preço, mas fica a dica:
                    www.hotellagiraldacaz.com.ar
                    www.hotelmonteregina.com.ar



23 de novembro de 2016

Ushuaia - 26º dia - América

26º dia - América
23/11/2016
653 km (12.297 km)

Boa noite de sono. Pernilongos fizeram a festa!

Ao preparar as motos para a partida, no momento de lubrificar a corrente da XT, percebi algo diferente ao girar a roda traseira, inspecionando a corrente descobri um rolete afinado, um só, mas quando ele passava pelo pinhão a corrente afrouxava, finalmente descobri o que deixava a corrente "oval". Isso, na verdade, se tornou um problema: se o rolete estava fino, como estaria o pino de dentro? Será que essa corrente iria estourar?

Nesse momento, lembrei da corrente meia vida que joguei fora lá na Ruta 40, no 9º dia de viagem (Ushuaia - 9º dia - Zapala). Aliás é bem provável que este elo tenha sofrido algum esforço maior pela ação do amortecedor quebrado ou até pelo tombo, e veio se deteriorando de lá para cá. O medo é a corrente estourar, então seguimos com cuidado até encontrar uma oficina que possa ajudar no problema, pois ainda tenho uma emenda de clip guardada.



Tocamos pela 251 e pouco antes do final dela, cruzamos com um motociclista argentino que nos acenou para pararmos. O cara, estilo motoqueiro americano, estava em uma Yamaha antiga de motor grande, preta, perguntou se a gente não tinha um pouco de gasolina, porque ele não tinha conseguido abastecer em Rio Colorado e o combustível acabaria antes de General Conesa, claro que a gente disse sim. Então, o doido enfiou a mão por dentro da jaqueta e arrancou uma mangueira fina de plástico enrolada (esse cara é preparado!), juntou no bidon do Ednei e foi abastecendo, enquanto o papo rolava, o cara perguntou quanto nos devia, lógico que não aceitamos pagamento, e ele foi enchendo o tanque! Depois que o argentino foi embora comentei com o Ednei: acho que fomos enganados!  Esse cara nos deu um golpe, viu a velocidade que o mala apareceu com uma mangueira? Só risada!

Chegamos em Rio Colorado (abastecemos! Tomamos um golpe mesmo...kkk) e procuramos uma oficina para tratar do assunto da corrente, depois de perguntar muito, indicaram ir ao Sr. Piñol.

Na oficina, o Sr. Piñol, muito atencioso, olhou a corrente e falou que era moleza, só trocar o pedaço da corrente com problema e emendar, então vamos ao serviço!



Porém, depois de cortar a corrente... eles descobriram que o pedaço de corrente que eles tinham não era da mesma medida! A saída foi pegar minha emenda e somar a mais outra, pois a corrente ficou curta demais; foi feito o que era possível. Agora a tocada vai ter que ser cuidadosa demais, sem trancos e em menor velocidade, mas acabou a relação "oval". Não curto muito emendas, e ainda por cima, agora tenho duas, e uma na sequência da outra!



Saímos  da 22 e pegamos a 154 rumo ao norte, uma estrada simples, com um pouco de buraco, mas que não atrapalharam a tocada, ao fim da 154 seguimos pela 152. Em Santa Rosa, viramos para a 5 e em Trenque Lauquen partimos para a 33, que nos levaria a Rosário, todas estas rodovias em bom estado.

A parada para conserto da moto nos atrasou e foi possível chegar em América, uma pequena cidade toda quadrada, com casas sem muro e gramado na frente. Encontramos o hotel Residencia Txoko-Maite, negociamos o preço e nos fizeram abaixo da tabela, por um pulo do gato: a recepcionista falou bem baixinho, se a gente queria o preço sem impostos, dissemos que sim e o desconto foi dado. Ela frisou que não podia contar para ninguém (como se fossemos contar...kkk) e não podia pedir nota no outro dia.... por nós, tudo bem!



O jantar foi no hotel mesmo, um simples filé de frango matou a fome do dia!

Hoje foram 653 km percorridos, faltam 2.729 km e 4 dias (a média abaixou para 682/dia).



Dicas:

- Gasolina: a última abastecida com o preço patagônico de 13,77 AR (2,754 BRL) foi em Rio Colorado, depois já passou para 14,49 AR (2,898 BRL).

- Piñol Motos - Juan B. Justo, 967 - Rio Colorado - Fone: 02931 43-2783

- Hotel Txoko-Maite - Doctor Banfi 208, América - Tel: (02337) 45 2359 - www.hoteltxokomaite.com. Ótimo hotel.




22 de novembro de 2016

Ushuaia - 25º dia - General Conesa

25º dia - General Conesa
22/11/2016
828 km (11.644 km)

Bom dia! Café da manhã simples no hotel Luque; programa simples para hoje, só andar de moto rumo ao norte, faltam 4.210 km e 6 dias (a média de 701/dia).

E continuamos, na Ruta 3, mais um dia sem o famoso vento. Infelizmente não poderemos contar sobre este aspecto famoso da estrada, mesmo porque hoje será o último dia nela, pois vamos seguir pela 251 em San Antonio Oeste.



Na abastecida em Puerto Madryn passamos por dentro da cidade. Tivemos a idéia de dar uma corrida rápida até a Península Valez, pelo menos para ver alguma coisa rapidamente, pois eram só 130 km até Punta Delgada, ou seja 3 horas para ir, tirar umas fotos e voltar. Até pegamos um trecho inicial da Ruta 2, mas pensei melhor e ir lá seria igual ao processo que fizemos em Torres del Paine, ir no lugar e não ver nada direito, com correria, gastando combustível e taxa de entrada, assim, Península Valdes fica para uma próxima. Voltamos para a 3, rumo a Santo Antonio Oeste.

A idéia era seguir o máximo possível, então passamos reto por Santo Antonio Oeste e fomos parar em General Conesa, já rodamos 828 km hoje, está bom, rendeu bastante.

Não entramos na cidade, paramos no La Chacra Apart Hotel na beira da 251, junto a outros estabelecimentos perto (parillas e postos de combustível). Na verdade o lugar tinha mais cara de hostel de beira de estrada mesmo, bem simples. Uma senhora (parecia ser a dona), muito maluca, falante demais, nos atendeu, Dona Cristina. Muito doida a senhora, ela falava tão rápido que a gente não entendia nada. No hotel não havia vaga, então ela nos conduziu aos fundos de uma casa há uns 50 metros dali e nos ofereceu o lugar por 500 pesos (50 reais por pessoa); era uma casa com cozinha, banheiro e um quarto com uma cama de casal e uma beliche, tudo sem muro e o quintal era um mato só, parecia um bom custo benefício para uma noite, ali ficamos.


Quando entramos na casinha percebemos que haviam muitos mosquitos, a Dona Cristina ficou meio preocupada e disse que ia buscar um inseticida. Depois de uns 5 minutos ela voltou com um tubo spray gigante, brincamos que dava para matar os mosquitos usando o frasco como porrete! Ela nos deu o frasco e foi embora, quando fomos ler o rótulo: era Lysoform! O jeito era usar o frasco como porrete mesmo!


Não foi o melhor lugar da viagem, mas foi melhor do que acampar.

À noite fomos a Parilla Dona Cristina (deve ser da senhora maluca), estava fechada, então pegamos uma moto e seguimos para a Parilla Los Gorditos, que só teve a gente de cliente naquele horário, comemos uma pizza e tomamos uma cerveja Palermo barata, tudo por 100 pesos (10 reais para cada um).



Fizemos 3 abastecimentos, todos ainda no preço patagônico de 13,75 pesos.
Hoje foram 828 km percorridos, faltam 3.382 km e 5 dias (a média abaixou para 676/dia).

Amanhã, rumo ao norte, sentido Santa Fé, nem sabemos por onde a partir de agora. Vamos seguir nosso instinto e o mapa de papel.

Bora dormir!



Dicas:

- Gasolina: 13,75 AR (2,75 BRL)

- Área Natural Protegida Península Valdés - http://peninsulavaldes.org.ar/

- La Chacra Apart Hotel - 500 pesos (100 reais) em uma casa pequena à beira da estrada (lugar não muito agradável, serve apenas para pernoite), fica na Ruta 251 um pouco ao norte do entroncamento com a 250.

- Parilla Los Gorditos - restaurante simples com várias opções de pratos, inclusive parilla. Com pizza a 100 pesos (20 reais), fica na Ruta 251 um pouco ao norte do entroncamento com a 250.



21 de novembro de 2016

Ushuaia - 24º dia - Comodoro Rivadavia

24º dia - Comodoro Rivadavia
21/11/2016
790 km (10.816 km)

Café tomado, motos arrumadas, partimos para o centro da cidade procurar alguma oficina para comprar um rolete da corrente, não é uma peça difícil, pois qualquer uma que entre no eixo serve, o difícil foi encontrar oficina. Mas, como na hora dos apuros sempre aparece gente para ajudar, um cara passou de caminhonete na rua e nos viu parados perguntando para as pessoas sobre oficina, o cara, do nada, estacionou a caminhonete no meio da rua e veio perguntando que ajuda precisávamos. Explicamos o problema e ele indicou o caminho para uma oficina, depois nos explicou que já teve problemas em suas viagens e sempre foi ajudado, e por isso, pára para ajudar todo mundo também. Show de bola!

Para variar, não encontramos a oficina no caminho explicado, mas achamos outra e o problema foi resolvido, comprei a peça e eu mesmo troquei em 10 minutos.

SM Motos, loja muito legal, de bikes e motos, peças Yamaha e KTM. Com muita peça original e paralela. Tudo meio caro (mas é o que tinha).





Partimos para a fase final da trip, chega de ir para o sul, hora de voltar para casa. Hoje é segunda-feira, temos que estar em casa no domingo, portanto serão 5.000 km em sete dias, média de 714 km/dia. Portanto é puxado pois se rodarmos menos que isso em um dia, teremos que compensar no outro, e nenhum problema pode ocorrer. Também não haverá tempo para visitarmos mais pontos turísticos além daqueles que estiverem à beira da estrada.

Detalhe crucial: serão cerca de 1500 km na Ruta 3, o famigerado caminho dos ventos fortes! Dizem que são mais fortes do que os da Ruta 40, que enfrentamos na vinda.


Entramos na Ruta 3, andamos os primeiros 100 km e... nada de vento!

Paramos no mirante para ver de longe o Gran Bajo San Julian, a placa explica tudo!



Até Puerto San Julián acumulamos 360 km hoje, e ainda nada de vento, ou estávamos com sorte (para deixar a viagem mais tranquila), ou com azar (por não conhecermos o famoso vento), ou ainda, não chegamos no trecho onde a coisa pega.

Momento cultural: entramos em Puerto San Julián para conhecer a réplica da Nau Victória, que foi um dos 5 barcos que Fernando de Magalhães fez sua volta ao mundo, e a única que terminou a viagem com 18 marinheiros (dos 234 que partiram), inclusive o próprio Fernando de Magalhães morreu no meio do caminho.


A réplica do barco é um museu. Acabamos por entrar gratuitamente, pois justamente na hora que chegamos a energia elétrica acabou, motivo para as guias nos liberarem.




Toca o barco... quer dizer, toca moto! De volta à Ruta 3, ainda sem o famigerado vento, seguimos até Comodoro Rivadavia.

O trecho que rodamos é de pista simples, asfalto bom, deserto plano para todos os lados e guanacos. Praticamente só pilotamos e abastecemos.

As abastecidas foram em Piedra Buena, Puerto San Julian, Fitz Roy e Comodoro Rivadavia. A gasolina continua no preço patagônico de 13,75 pesos.

Chegamos em Comodoro Rivadavia no fim do dia, passamos por hotéis caros demais, e até encontrarmos um foi anoitecendo. Um ciclista nos informou um hotel com preço bom, chegamos ao Hotel Luque, onde o dono, um senhor com sotaque francês misturado ao espanhol nos atendeu. O hotel é composto de um prédio, com restaurante em baixo e apartamento em cima, e outro prédio (do outro lado da rua) só com apartamentos; ficamos no segundo prédio, ao custo de 600 pesos (60 reais para cada um), razoável. O jantar foi no próprio hotel, um grande executivo, por 100 pesos (20 reais).


No estacionamento encontramos duas Ténérés 1200, do casal "Ele e Ela Ushuaia", não vimos eles.

Hoje foram 790 km percorridos, faltam 4.210 km e 6 dias (a média abaixou para 701/dia).


Dicas:

Gasolina: 13,75 AR (2,75 BRL)

Oficina e loja de peças: SM Motos - Av. José de San Martín 2290 (peças Yamaha e KTM).

Hotel Luque - Av. Kennedy 3012 - Apartamento duplo: 600 AR (120 BRL), com restaurante.


20 de novembro de 2016

Ushuaia - 23º dia - km 0 da Ruta 40

23º dia - km 0 da Ruta 40
20/11/2016
260 km (10.026 km)

Domingão, dia de chegar no km 0 da Ruta 40, ponto obrigatório da viagem.
Sabíamos que caminho seguir e a distância, mas não dava para saber o estado do rípio, pois cada um que vai lá conta uma história diferente. Fomos conferir.

A entrada na Ruta 1 (que também é a 40) tem apenas alguns metros de asfalto e depois já é tudo rípio. O piso é bem compacto, permitindo muitos trechos bons, onde pudemos andar até a 90 km/h,  mas a maioria do tempo a velocidade foi de 50-60 km/h. No geral qualquer moto e qualquer carro vai com muita tranquilidade.



A região é de fazendas de criação de cordeiros, totalmente plana.

A velocidade sugerida.
A corrente da XT continuava "oval" e paramos para dar uma breve regulada, sem maiores problemas.

Pouco antes do km 0 passamos por uma grande turma de ciclistas, homens, mulheres, jovens e idosos, com carros de apoio, prova de que o caminho é tranquilo.

Não fizemos toda a Ruta 40 ao sul de Mendoza, mas os trechos percorridos foram fantásticos, e chegamos no km 0. Um dia, faremos um projeto exclusivo para rodar todos os 5080 km.



Conversamos bastante com os ciclistas, eles iam fazer um churrasco de cordeiro nas instalações do exército. Quando eles falaram que iam fazer o tal churrasco, pensamos que iriam nos convidar, mas não convidaram (porque falaram? Só para atiçar as lombrigas!).

A área do farol é fantástica, uma ótima paisagem da praia.





Dali fomos mais ao sul, conhecer a pinguineira, que é uma atração interessante para passar uma hora, ou mais.

Visão geral da pinguineira: solo de cascalho em uma grande área até o mar
A pinguineira é uma grande área a beira mar, com solo de cascalho e vegetação baixa. Os pinguins fazem seus ninhos cavando entre as raízes das plantas espinhentas, principalmente sob os pés de calafate. A espécie que vive ali são os Pinguins de Magalhães.

Calafate, espinhos e frutas se formando.

Chegar no km 0 é um marco para a viagem, tirar fotos e se satisfazer de chegar a um extremo. Mas, a pinguineira é a atração maior, não se pode ir embora sem conhecer.


O tráfego de vai e vem é constante.
E o objetivo é o mar, encontrar comida.

A volta foi tranquila.

Aproveitei para trocar o óleo da moto novamente, para encarar os 5.000 km para casa. A corrente continua "oval", esticando e afrouxando conforme a roda gira, revisei toda a relação e não encontrei o defeito, fiz uma regulagem deixando um pouco frouxa na posição em que a corrente ficava mais tensionada e lubrifiquei mais que o normal, vai funcionar. Mas descobri que o rolete superior de limite da corrente estava totalmente gasto, devido ao problema do amortecedor fraco, não dava mais tempo para a troca e resolvemos tentar procurar um em alguma oficina mecânica da cidade amanhã cedo, antes da partida.

Amanhã a trip entra na fase "voltar sem olhar para os lados".

Um pequeno acidente: derrubei o recipiente para coletar o óleo velho.
O jantar foi no hotel mesmo, com um lanche delivery, sem detalhes.


Dicas:

- Gasolina: 13,75 AR (2,75 BRL)

- Cabo Virgenes (km 0 da Ruta 40) - o caminho foi tranquilo, qualquer moto, carro, bicicleta, vai. Não passa de uma estrada rural, larga, plana e bem cuidada (na época estava); como todo piso de rípio, em alguns pontos deve-se tomar cuidado. De moto, leva-se quase duas horas para percorrer o trecho. Há uma pinguineira para visitar. É importante levar água e algo para comer.





19 de novembro de 2016

Ushuaia - 22º dia - volta Rio Gallegos

22º dia – volta Rio Gallegos
19/11/2016

570 km (9.766 km)

Bora voltar para casa!
A volta foi como a vinda, com direito à mais chuva e frio.

Em Tolhuin parei para uma nova estratégia para não sentir frio nos pés pela água que entrava na bota, coloquei sacos plásticos sobre a meia, pelo menos assim fico com o pé seco e  não perco frio para a água. Resolveu.

Protegendo os pés da água e do frio.

Todos os trechos foram tranquilos, e as aduanas também.

Tudo bem, mas percebi que a relação da minha moto estava meio "oval", a corrente fazendo barulho e dando trancos. Nada aparente visualmente, fizemos uma tocada sem abusar, em Rio Gallegos posso olhar com mais calma durante a troca de óleo.

No Estreito de Magalhães o barco foi de outro tipo, bem maior, mas tudo sem problemas.


Divisa Argentina / Chile


Chegamos em Rio Gallegos no fim da tarde. Pegamos nossa bagagem guardada por eles, estava tudo em ordem.

Saímos para jantar no Restaurante Chino, sistema self service (comedor libre), com refrigerante e sobremesa incluídos, muito bom, mas caro demais. Sabadão, tudo lotado! Valeu à pena por fazer muita confusão na hora de pedir carnes ao churrasqueiro, eu ia repetindo ao churrasqueiro o que as outras pessoas diziam, eu queria um filé, mas acabei ganhando só linguiça, que comi com um monte de salada, e o Ednei no seu habitual 2 pratos gigantes de comida.



Amanhã vamos ao km 0, não sabemos como é o trecho, por isso deixamos o dia todo para isso, além de ter que sobrar um tempo para trocar o óleo da XT e arrumar toda a bagagem para iniciar realmente a volta para casa no dia 21 (segunda-feira).



Dicas:

Gasolina: 13,77 AR = 2,75 BRL

Hotel Sehuen - Rawson 160 - Rio Gallegos - +54 (2966) 425683 / 429057 - http://www.hotelsehuen.com/ - apartamento duplo por 800 AR (160 BRL).

Restaurante Chino -  9 de Julio 48. - 320 AR = 64 BRL por cabeça, com refrigerante e sobremesa inclusos.