Dia da primeira pernada de volta.
Rotina, café da manhã e carregar as motos... Foi um grande contraste ver a galera se preparando para mais um passeio e a gente voltando para casa... ossos do ofício, fazer o quê?!
Foram 4 motos voltando para casa, até Manhaçú... dali o Caio e o China seguiram para o sul (São Paulo), o Cejota e eu seguimos para oeste, sentido Ouro Preto; a idéia era seguir por ali para cortar a grande Belo Horizonte, e evitar o congestionamento infernal já conhecido na vinda.
Sem novidades até a separação da turma, somente um trecho de 2-3 km de chuva, foi muito bom rodar novamente com o Caio, ver a moto dele à frente ou no meu retrovisor me fez lembrar do Atacama.
Segue agora com o amigo Cejota e a idéia de contornar Belo Horizonte, o trajeto foi tranquilo, cheio de curvas, subidas e descidas em estradas cercadas por mata atlântica. Eu ficava com um olho no odômetro e outro no relógio, para tentar calcular se conseguiríamos fazer a viagem render bem, mas olhar uma estrada no mapa e ir lá andar nela são coisas bem diferentes, mas vivendo e aprendendo: as estradas são cheias de curvas, a velocidade média fica baixa e a distância fica alta.
Passamos por Mariana e Ouro Preto, reconheci os trechos pois já havia rodado ali ano passado na Expedição do Caminho dos Diamantes, até um pouco antes de Congonhas eu lembrava da estrada. É um desperdício passar em frente a estas cidades sem poder parar e visitá-las.
Só para lembrar de Ouro Preto.
De Ouro Preto a idéia era seguir para Ouro Branco, Entre Rios de Minas e chegar em Divinópolis para finalizar o trecho do dia, porém passei a não reconhecer o trecho e a desconfiança de estar no caminho errado se confirmou com um frentista de um posto de combustível. Erramos e estávamos seguindo para Itabirito... ferrou! Pelas contas, não daria para chegar em Divinópolis dando a volta.
Em um posto da polícia rodoviária, com informações do guarda xtzeiro... resolvemos abortar a péssima idéia de contornar Belo Horizonte, e seguimos em direção ao caos. Chegamos no inferno já escurecendo e no meio da muvuca colocamos as capas de chuva para enfrentar a chuva que aparecia a frente.
Para se ter uma idéia... ainda sem chuva!
Quando escureceu a chuva virou tempestade, tudo de ruim, escuro, trânsito infernal, viseira e óculos molhando e embaçando, malas laterais cruzamos Contagem e Betim no escuro. O ruim das pistas era que o acúmulo de água dava certo medo.
Trânsito, escuro, chuva e moto... não é boa combinação.
A chuva parou antes de Itaúna e resolvemos parar a viagem por ali, quando abastecemos um frentista indicou um hotel próximo, Hotel Teves, em um bairro de periferia com aparência de excesso de segurança. Ali ficamos, jantamos uma marmita encomendada e descansamos.
Amanhã... em casa!
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